Entrevista com o músico e arranjador Amador Longhini Jr.

Conte-nos como tudo começou para tornar-se músico e arranjador.

Comecei a estudar piano aos 11 anos com meu Pai e posteriormente ingressei no curso de Piano Erudíto e Popular do Conservatório de Tatuí. Lá tive contato com excelentes professores de todas as áreas da música. Começou então o meu interesse por Harmonia e Arranjo.
Após Tatuí, ingressei em música popular na UNICAMP onde concluí o curso de Bacharel em Música. Lá tive aulas de arranjo com o Maestro e Arranjador Cyro Pereira e Piano/Harmonia com o Prof. Hilton Jorge Valente “Gogô”.

Desde então, tenho me interessado muito pela Harmonia e Arranjo, procurando me aprimorar sempre. Após a faculdade, fiz cursos de Harmonia e Arranjo com o Prof. Claudio Leal Ferreira.

Atualmente sou diretor musical do cantor Fábio Jr. onde posso aplicar todo o meu conhecimento como pianista/tecladista e arranjador. Atuo também como professor de Piano, Harmonia e Arranjo na escola do Auditório do Ibirapuera.

Qual a diferença de arranjador para maestro, ou não há?

É comum chamarem o arranjador de Maestro, pois na maioria das vezes, o próprio arranjador tem o hábito de reger seus arranjos em gravações e espetáculos. Mas, se formos definir as funções, Maestro é aquele que rege (uma orquestra, uma banda, etc..) e Arranjador é quem concebe ou faz o arranjo (partituras para cada instrumento). Nem todo maestro é arranjador e nem todo arranjador é maestro. São funções distintas, podendo ser acumuladas.

O que te deixa feliz ao ouvir um arranjo seu?

É como ver um filho nascer…

Um arranjo é uma criação onde o arranjador coloca todo seu conhecimento, experiência e musicalidade no papel. Quando os músicos executam suas partituras dando vida ao arranjo é como se algo brotasse, pois até o momento os sons estão apenas descritos em partituras musicais através das notas.

 

Ouvir um arranjo seu é algo maravilhoso….

Atualmente conte um pouco do que você tem feito de shows e CDs.

Atualmente faço a direção musical do cantor Fábio Jr., acompanhando-o em shows e programas de TV.
Atuo no mercado de gravação tocando piano/teclados e produzindo arranjos de diversos estilos musicais, além de produzir trilhas musicais para TV.

Você sempre toca os arranjos que faz ou nem sempre?

Na maioria das vezes participo como instrumentista (Piano/Teclados) dos arranjos que escrevo.

Você fez os arranjos da compositora Ronia Marques, como foi essa experiência ? E o resultado ficou como você esperava?

Sim. Eu escrevi os arranjos do Disco da Ronia e gravei todos os Pianos/Teclados.
Foi uma experiência fantástica, pois a Ronia me proporcionou a oportunidade de criar arranjos inéditos para suas composições. Desta forma pude colocar todas as minhas influências musicais em prática.

O resultado ficou acima de minhas expectativas, pois contei com a participação de excelente músicos gravando e a supervisão da Tutti produzindo e respeitando tudo o que foi escrito.

Só posso agradecer a oportunidade e confiança que me foi dada.