Tutti Baê entrevista o terapeuta corporal Eduardo Fraga

Eduardo conte pra gente um pouco da sua carreira como tudo começou?

Tudo começou como uma escolha do Universo, sobre a minha pessoa, fui escolhido e não escolhi ser artista.

 Como você se tornou terapeuta corporal?

Foi um acaso, voltei da Europa e aí as coisas foram acontecendo e percebi que era a minha missão e não um compromisso, as coisas foram acontecendo naturalmente e assim me transformei num instrumento terapêutico.

 E o espaço Eduardo Fraga?

O Estúdio que leva o meu nome Eduardo Fraga existe há 16 anos e é um espaço muito especial, onde as pessoas vem e vão e não em vão!

É diferente trabalhar o corpo do cantor? Quais as maiores dificuldades e facilidades?

 Não é diferente se o cantor está aberto a sentir e desapegar do instrumento vocal. Tudo é uma questão de conquista e foco no que você quer adicionar dentro da sua bagagem profissional, questão só de paciência, como tudo na vida.

Sabemos que você participou de um clipe, como foi participar dessa experiência?

Foi tranquilo, participamos do clip no Estudio e deixamos a energia fluir, nada combinado e tudo em prol do trabalho da querida e amada Thamires, e o resultado foi esse: Mergulhamos nas cores, na textura dos panos e do privilégio de estar onde estou e ser quem somos.

 

Videoclipe de Thamires Tannous com a participação de Eduardo Fraga

Contato:

Eduardo Fraga – Terapeuta Corporal
www.estudiocorporal.med.br
Tel : 11  3259-4290  /Cel : 11  9820-2494


Entrevista com o músico e arranjador Amador Longhini Jr.

Conte-nos como tudo começou para tornar-se músico e arranjador.

Comecei a estudar piano aos 11 anos com meu Pai e posteriormente ingressei no curso de Piano Erudíto e Popular do Conservatório de Tatuí. Lá tive contato com excelentes professores de todas as áreas da música. Começou então o meu interesse por Harmonia e Arranjo.
Após Tatuí, ingressei em música popular na UNICAMP onde concluí o curso de Bacharel em Música. Lá tive aulas de arranjo com o Maestro e Arranjador Cyro Pereira e Piano/Harmonia com o Prof. Hilton Jorge Valente “Gogô”.

Desde então, tenho me interessado muito pela Harmonia e Arranjo, procurando me aprimorar sempre. Após a faculdade, fiz cursos de Harmonia e Arranjo com o Prof. Claudio Leal Ferreira.

Atualmente sou diretor musical do cantor Fábio Jr. onde posso aplicar todo o meu conhecimento como pianista/tecladista e arranjador. Atuo também como professor de Piano, Harmonia e Arranjo na escola do Auditório do Ibirapuera.

Qual a diferença de arranjador para maestro, ou não há?

É comum chamarem o arranjador de Maestro, pois na maioria das vezes, o próprio arranjador tem o hábito de reger seus arranjos em gravações e espetáculos. Mas, se formos definir as funções, Maestro é aquele que rege (uma orquestra, uma banda, etc..) e Arranjador é quem concebe ou faz o arranjo (partituras para cada instrumento). Nem todo maestro é arranjador e nem todo arranjador é maestro. São funções distintas, podendo ser acumuladas.

O que te deixa feliz ao ouvir um arranjo seu?

É como ver um filho nascer…

Um arranjo é uma criação onde o arranjador coloca todo seu conhecimento, experiência e musicalidade no papel. Quando os músicos executam suas partituras dando vida ao arranjo é como se algo brotasse, pois até o momento os sons estão apenas descritos em partituras musicais através das notas.

 

Ouvir um arranjo seu é algo maravilhoso….

Atualmente conte um pouco do que você tem feito de shows e CDs.

Atualmente faço a direção musical do cantor Fábio Jr., acompanhando-o em shows e programas de TV.
Atuo no mercado de gravação tocando piano/teclados e produzindo arranjos de diversos estilos musicais, além de produzir trilhas musicais para TV.

Você sempre toca os arranjos que faz ou nem sempre?

Na maioria das vezes participo como instrumentista (Piano/Teclados) dos arranjos que escrevo.

Você fez os arranjos da compositora Ronia Marques, como foi essa experiência ? E o resultado ficou como você esperava?

Sim. Eu escrevi os arranjos do Disco da Ronia e gravei todos os Pianos/Teclados.
Foi uma experiência fantástica, pois a Ronia me proporcionou a oportunidade de criar arranjos inéditos para suas composições. Desta forma pude colocar todas as minhas influências musicais em prática.

O resultado ficou acima de minhas expectativas, pois contei com a participação de excelente músicos gravando e a supervisão da Tutti produzindo e respeitando tudo o que foi escrito.

Só posso agradecer a oportunidade e confiança que me foi dada.


Mário Sérgio Falcaro – Experiência e Competência na Arte e Engenharia do Som

Numa tarde chuvosa na capital paulista, entre uma gravação e outra durante a pausa para o café, conversamos com o engenheiro de som Mário Sérgio Falcaro. Sempre calmo e tranquilo, Mário transmite a segurança de um profissional experiente que carrega na sua bagagem uma vivência invejável, tanto técnica como musical.

O primeiro contato com a música ocorreu de maneira quase que fortuita aos 14 anos, assistindo aos ensaios de um vizinho que tinha uma banda de rock e ensaiava na garagem. A vontade de participar foi tanta que começou a aprender bateria e a atuar como baterista substituto em ensaios em que o oficial não podia participar. Daí em diante, passou a estudar de forma autodidata instrumentos como contrabaixo, guitarra e teclado, motivado pelo som de bandas como Yes, Rush, Deep Purple, entre outras. Cursou Violão Clássico no Conservatório Musical Bela Bartok durante sete anos. Tocou em bandas de bar, bandas cover e bandas de baile. Conheceu o produtor musical do cantor e compositor Moacir Franco, que também atuava como produtor na TV Bandeirantes, Naty Bankleder. Foi convidado a atuar como tecladista na banda do cantor, trabalhando durante 9 anos, não apenas como músico, mas como responsável técnico do estúdio de Moacir, denominado “Da Torre“, onde teve a oportunidade de conhecer e trabalhar com a nata dos técnicos, produtores e arranjadores que já estavam atuando no mercado há muito tempo. Sua estreia como músico de estúdio foi participando no disco do palhaço Bozo (SBT) como guitarrista. A partir daí, trabalhou como músico, arranjador e produtor para diversos artistas, bem como compondo trilhas para peças teatrais. Especializou-se em plataformas de gravação e composição como Pro Tools, Logic e Cubase, além de teclados Workstation e Sequencer. Atualmente, também trabalha na Synthex como instrutor nos cursos de software de produção musical, Pro Tools, Logic, Cubase e Reason, estando sempre por dentro das mais recentes atualizações tecnológicas .

Mário compartilhou conosco um pouco da sua experiência:

Mário, quais são as maiores dificuldades e desafios das gravações?

“Eu sempre apostei no ser humano. A tecnologia está aí para auxiliar a gente. Sabemos que seu acesso esta cada vez mais fácil e mais barato, tornando “produzir” algo mais democrático. Essa tecnologia, por mais sofisticada que seja, não pode substituir aquilo que o ser humano não está capacitado a fazer. Ela serve como uma excelente ferramenta para lapidar o que o artista cria, tornando o material muito mais limpo e dentro dos padrões que o nosso mercado exige. Sem maiores dificuldades, é possível gravar em casa e postar na internet, fato que, sem dúvida nenhuma, foi responsável pelo aparecimento de diversos talentos que antes não tinham condições de divulgar suas obras. O mais difícil no mercado hoje é encontrar o material humano. Pessoas que saibam compor, cantar, tocar e que tenham realmente boas ideias. Do lado técnico, o desafio é encontrar profissionais que tenham um conhecimento profundo dos softwares utilizados nesse processo, uma vez que essa democratização da tecnologia fez com que muitos tivessem o acesso a eles, mas muito poucos tiveram o interesse em estudá-los para realmente tirar todo o proveito dessas ferramentas. Tendo um técnico com boa vontade e conhecedor profundo de suas ferramentas de trabalho, músicos bons, um bom compositor e um bom cantor, com um feeling bacana, o trabalho tem tudo para ter um ótimo resultado…..fácil, né?…rsrsrsrs.”

O que é mais difícil: gravar voz ou instrumentos?

“Para mim que sou instrumentista, eu acho que gravar a voz é mais difícil. A voz é uma ferramenta humana. Para o instrumento eu uso um afinador eletrônico e está tudo certo. Rapidamente afinamos um baixo, uma guitarra ou qualquer instrumento que necessite desse processo. A voz é um caso a parte. Ela depende de uma série de fatores que na maioria das vezes estão fora do nosso controle. Poderíamos falar desses fatores por várias horas, mas prefiro deixar a cargo da nossa preparadora vocal, Tutti Bae, que, sem dúvida nenhuma, poderá fazer isso com muito mais propriedade que eu…e olha que ela tem conteúdo para muitas entrevistas…rsrsrs… Por razões culturais, vivemos em um país que cultua muito mais os cantores do que os músicos. Isso não é uma critica, acho que com o passar do tempo, teremos naturalmente uma nivelação nesses valores. A voz normalmente é colocada no final do trabalho e, após meses produzindo e gravando, nem sempre lhe dão o devido carinho que deveriam. A gente não vive num país de música instrumental. Uma coisa que aprendi trabalhando com a Tutti é mensurar o valor que tem um preparador vocal antes das sessões de gravação, durante as sessões e o acompanhamento durante as mixagens. Por mais que você, cantor, seja técnico e experiente, não deixe de ter esse profissional na hora de pôr sua voz em um projeto. Um erro na voz pode comprometer totalmente o trabalho. Um erro no instrumental é muito menos perceptível. No Brasil não se tem o hábito de ter um preparador vocal. E isso, sem dúvida nenhuma, é extremamente importante.

Dependendo do gênero musical muda a forma de mixagem?

“Violentamente. Não só do gênero musical, mas do que o produtor da obra espera ouvir. Cada estilo tem as suas características. Eu, como técnico, busco entender o conceito do trabalho, ouvir as referências propostas de uma forma plena, despido do meu gosto pessoal, buscando entender os elementos daquele tipo de “mix”. Em nenhum momento sobreponho a diretriz do produtor, do arranjador e principalmente do artista. Tem que soar bem, principalmente para esses três elementos. Eu, como técnico, procuro dar respaldo a essa equipe, para que juntos possamos encontrar a melhor sonoridade possível. Mixagem não é como “pãozinho de padaria”, cada música tem uma história e você tem que saber contar essa história com carinho e personalidade. “

O que faz o diferencial na hora de gravar um CD?

“Bom…parece piegas o que vou dizer, mas acho que o clima entre a equipe tem papel fundamental nesse momento. Claro que existe um lado comercial por trás de tudo isso, mas na hora de pôr a mão na massa, esse quesito não deve abrir precedentes para se justificar um resultado ruim. Trabalhar com profissionais competentes, por si só, já facilita demais. São pessoas que sabem respeitar o trabalho de cada um dos envolvidos no projeto. Parece fácil, mas trabalhar em equipe é uma arte. Construímos uma família ao longo do projeto da Ronia Marques. Mais uma vez tenho que ressaltar o material humano. Especificamente neste disco, tive a felicidade de poder contar com profissionais incríveis (o arranjador Amador Longhini, o baterista Maguinho, o baixista Bruno Coppini, os violonistas Filó Machado e Webster Santos, o percussionista Márcio Forte, os backing vocals Che Leal e Jorgião, a cellista Adriana Holtz). A Tutti Bae com a direção artística e Vocal Coach que deu um show a cada sessão. Nossa Artista…..outro show a parte….nossa cantora e compositora …Ronia Marques….que delícia trabalhar com uma pessoa com tantas características incríveis como as dela. Trabalhamos com carta branca para criar, dar palpites, literalmente montar e desmontar o projeto por quantas vezes fossem necessárias. A palavra de ordem foi…vamos fazer o melhor, independente de qualquer coisa. Para mim esse entrosamento, esse carinho de toda essa equipe foi o principal motivo de termos alcançado um resultado tão gratificante.

Qual o trabalho que você está mixando ou mixou recentemente?

“Estamos “tirando do forno“ o trabalho da compositora e cantora Ronia Marques, no qual tive a oportunidade de aprender muito, com ela e toda nossa equipe. Eu trabalhei de uma forma diferente da que normalmente acontece no mercado. Geralmente o trabalho é solitário, as pessoas mandam o material para a mixagem e só nos encontramos no final da mix, para ver se está tudo ok. No caso do CD da Ronia, nós trabalhamos em equipe, pegando a opinião de cada um, faixa a faixa, fechando a mix somente depois da aprovação de cada um da equipe. Tivemos o cuidado de voltar atrás quando nem tudo estava bem definido e amadurecido. O resultado final nós estamos vendo agora após a masterização. Está inacreditável, tenho certeza que isso vai dar o que falar… meus parabéns a todos.”

Então, mostra um pouquinho deste trabalho para gente aqui do blog Vox Music…